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Quem não pode ser o maior precisa ser o melhor

Colunista: Angelo Dias

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Estava passando pelos grupos de WhatsApp para deixar o meu “Feliz Natal”, quando me deparo com a seguinte orientação do Prof. PC Chieza para os gestores de academia entrarem 2026 com o pé direito (sem conotação com Havaianas, por favor!):

Procurem desde já saber ao máximo o que é importante para seus clientes, pois o jogo agora será entre os maiores e os melhores.”

Trata-se de uma decisão estratégica. Qual será o seu posicionamento em 2026? Cabe ressaltar que orientações sobre posicionamento representam a grande contribuição do PC Chieza para os gestores dessa área em franco crescimento. E mais uma vez ele inspira essa coluna com suas reflexões.

O segmento fitness entrou definitivamente em uma nova fase. A expansão das grandes redes, os investimentos milionários em estrutura, tecnologia e marketing colocaram muitos gestores diante de uma sensação desconfortável: não dá para competir no tamanho.

E a boa notícia é justamente essa: não é preciso competir no tamanho.

O jogo de 2026 não será vencido apenas por quem tem mais metros quadrados, mais equipamentos ou mensalidades mais agressivas. Ele será vencido por quem entende profundamente o que é importante para o cliente e transforma isso em experiência, vínculo e resultado. Nunca foi tão importante entender mais para atender melhor.

Quem não pode ser o maior, precisa ser o melhor.
E ser o melhor, hoje, passa obrigatoriamente por acolher, orientar e acompanhar.

O erro de quem tenta competir com os “maiores”

Muitos gestores de academias de pequeno e médio porte cometem o mesmo erro estratégico: tentam copiar o modelo das grandes redes:

  • Mais equipamentos.
  • Mais promoções.
  • Menor preço.

Esse caminho é perigoso e, na maioria das vezes, insustentável.

As grandes redes ganham no volume, na escala e no poder de negociação. Já as academias menores precisam ganhar na relação, na personalização e na entrega de valor percebido.

O cliente que entra hoje em uma academia não busca apenas exercício. Ele busca:

  • Segurança
  • Orientação clara
  • Acolhimento
  • Resultados possíveis
  • Continuidade
  • Pertencimento

É exatamente aqui que mora a vantagem competitiva de quem decide ser o melhor.

Ser o melhor começa no acolhimento

O acolhimento é o primeiro contato emocional do cliente com a academia. A percepção de valor desse primeiro contato, muitas vezes, determina se esse cliente ficará semanas, meses ou anos.

Ser melhor no acolhimento significa:

  • Receber o aluno pelo nome.
  • Entender sua história, seus medos e suas expectativas.
  • Ter escuta ativa, sem pressa e com empatia.
  • Demonstrar interesse genuíno pela pessoa, não apenas pelo contrato.
  • Facilitar a ambientação e o contato com demais integrantes do time, assim como com outros clientes.

A academia que acolhe bem reduz drasticamente o abandono precoce. O aluno precisa sentir, logo no início, que não é só mais um.

Acolher não é um evento. É um processo intencional, treinado e padronizado com todo o time.

Orientar é transformar exercício em cuidado

Orientar vai muito além de “passar um treino”.

Ser melhor na orientação significa:

  • Avaliar antes de prescrever.
  • Traduzir a ciência para uma linguagem simples.
  • Explicar o porquê de cada exercício.
  • Ajustar expectativas irreais.
  • Conectar treino, saúde e estilo de vida.

Quando a orientação é bem feita, o aluno entende que o treino não é aleatório. Ele percebe método, lógica e cuidado. Isso gera confiança, e confiança gera permanência.

Em um mercado onde muitos modelos de negócio não realizam a avaliação física e a reavaliação, orientar bem é um diferencial competitivo poderoso.

Acompanhar é onde mora a fidelização

A maioria das academias perde alunos não por falta de equipamentos ou estrutura, mas por falta de acompanhamento.

Ser melhor no acompanhamento significa:

  • Monitorar frequência e engajamento.
  • Perceber sinais de desmotivação.
  • Ajustar treinos de forma periódica.
  • Celebrar pequenas conquistas.
  • Manter contato mesmo quando o aluno falta.

O acompanhamento cria vínculo. E vínculo cria compromisso.

O aluno que se sente acompanhado não abandona com facilidade, porque ele sabe que alguém percebe sua ausência, sua evolução e suas dificuldades.

Acompanhamento não é controle. É cuidado contínuo.

O papel do gestor nesse novo jogo

Nada disso acontece por acaso. Ser o melhor exige liderança consciente.

O gestor de 2026 precisa:

  • Treinar o time para relações humanas, não só para técnica.
  • Criar processos claros de acolhimento, orientação e acompanhamento.
  • Medir o que realmente importa: permanência, satisfação e resultados.
  • Valorizar o professor como agente central da experiência do cliente.

Academias que tratam professores como “custos” dificilmente entregarão uma experiência de excelência. Academias que tratam professores como estrategistas do cuidado constroem diferenciação real.

O futuro pertence aos melhores

O alerta do Prof. PC Chieza é claro e atual: o jogo agora é entre os maiores e os melhores.

Se você não pode ser o maior, não tente. Decida, conscientemente, ser o melhor:

  • O melhor em acolher.
  • O melhor em orientar.
  • O melhor em acompanhar.

Porque, no final das contas, clientes não permanecem onde há mais máquinas.
Eles permanecem onde são vistos, ouvidos e cuidados.

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