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Recovery intencional

Colunista: Leonardo Farah

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O treino termina na última série… ou é aí que ele começa a valer de verdade?

A maior parte das academias e studios ainda trata o recovery como “mimo”, quando a ciência já mostrou que ele é parte fundamental do resultado e da experiência.

Revisões sistemáticas e meta‑análises indicam que massagem, imersão em água fria, roupas de compressão e recuperação ativa reduzem dor muscular tardia, fadiga e marcadores de dano muscular, ajudando o aluno a voltar melhor para a próxima sessão e a manter o desempenho ao longo das semanas.

Em paralelo, o mercado de serviços de fitness recovery cresce de forma acelerada no mundo, com previsão de expansão bilionária na próxima década, impulsionado por consumidores que não querem apenas treinar, mas se sentir e performar melhor no dia a dia. Grandes redes já entenderam isso: a Smart Fit, por exemplo, lançou a Área Recovery justamente ao observar que os studios mais disputados de Nova York tratam a recuperação como parte obrigatória da jornada do cliente, não como acessório opcional.

Academias que estruturam zonas de recovery relatam aumento de ticket médio, redução de cancelamentos e maior disposição dos alunos em pagar por planos premium, como no caso de unidades da Snap Fitness que aumentaram receita por clube e reduziram churn ao integrar crioterapia, hidromassagem e protocolos guiados de recuperação ao serviço principal.

Quando o profissional ignora essa etapa, não perde só performance fisiológica: perde oportunidade de negócio, recorrência e diferenciação. Cada aluno que sai dolorido, mal orientado e sem suporte pós‑treino é um potencial cancelamento nos próximos meses, e um faturamento que vai para o concorrente disposto a oferecer uma experiência completa.

Recovery intencional não é modinha, é extensão lógica do treino e um novo centro de lucro. A pergunta que fica para o empresário fitness e wellness é simples e desconfortável:

Você vai continuar entregando apenas esforço, ou vai entregar, também, o resultado e o cuidado que o seu cliente já está procurando em outro lugar?

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