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O excesso de atestados médicos de colaboradores nas academias

Colunista: Joana Doin

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*Artigo escrito em parceria com a advogada Gisele Corrêa.

A empresa é composta por pessoas e, para que sua engrenagem funcione, é indispensável que esse corpo esteja presente e engajado.

É inquestionável que a apresentação e aceitação do atestado médico constituem um direito fundamental do trabalhador, assegurado pela Constituição Federal. Ainda assim, não se pode ignorar a facilidade com que, em certos contextos, esses documentos são fornecidos, somada ao fato de que alguns colaboradores se valem desse mecanismo para se ausentar do trabalho sem refletir sobre o impacto gerado para a empresa, para a equipe e para os resultados.

No entanto, antes de atribuir o problema exclusivamente ao colaborador, é necessário compreender o que está por trás dessa falta de engajamento. Ausência recorrente é, muitas vezes, sintoma e não causa. Pode indicar clima organizacional desgastado, desalinhamento de expectativas, liderança ineficaz, sobrecarga, falta de reconhecimento, ou mesmo um ambiente que não estimula pertencimento e responsabilidade.

A pergunta que se impõe é:

Como iluminar para a alta gestão o fato de que o excesso de atestados não é apenas um dado administrativo, mas um termômetro do engajamento interno?

Mais do que intensificar controles, a solução passa por compreender a raiz do problema. Quando a liderança reconhece que frequência e motivação caminham juntas, consegue adotar políticas que conciliem o respeito aos direitos fundamentais com estratégias de engajamento. A chave está em transformar a ausência em diálogo, identificar padrões, ouvir equipes e fortalecer vínculos. Empresas que tratam o excesso de atestados apenas como indisciplina perdem a chance de enxergar o que realmente fragiliza sua engrenagem. Já aquelas que olham para esse indicador com profundidade conseguem ajustar cultura, práticas e gestão, e, assim, reduzem ausências enquanto fortalecem pessoas e resultados.

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