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O que o alongamento realmente faz?

Colunista: Marlon Paulo

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Existem muitos mitos em relação ao alongamento que precisam ser esclarecidos.

O que o alongamento REALMENTE faz?

  • Aumenta a FLEXIBILIDADE: aumenta a amplitude de movimento, relacionada a amplitude funcional do músculo.
  • Reduz a RIGIDEZ muscular: diminui a tensão muscular PASSIVA. Menor resistência dos músculos AGONISTAS.
  • Ajuda na saúde VASCULAR: indícios sugerem BENEFÍCIOS ao sistema cardiovascular. Ao aumentar o COMPRIMENTO muscular durante o alongamento, ELEMENTOS dentro do músculo (por exemplo, vasos sanguíneos) sofrem TENSÃO semelhante. O alongamento pode gerar efeitos positivos agudos e crônicos na pressão arterial, frequência cardíaca e variabilidade da frequência cardíaca, rigidez arterial e função endotelial.

O que o alongamento NÃO faz?

  • Não previne LESÕES: não reduz o RISCO geral de se lesionar. Inclusive, a depender da INTENSIDADE e TEMPO de duração do alongamento, pode até favorecer as lesões.
  • Não acelera a RECUPERAÇÃO: é ineficaz como estratégia pós-exercício imediata. O alongamento pós-treino NÃO acelera a recuperação.
  • Não CORRIGE a postura: não gera mudanças POSTURAIS clinicamente relevantes.
  • Não gera HIPERTROFIA muscular: não substitui o treino de FORÇA para ganho de massa. O alongamento ISOLADAMENTE não contribui substancialmente para hipertrofia muscular.

Estratégias para o alongamento

  • ANTES do treino (agudo): evite alongamento estático prolongado (>60 segundos por músculo) antes de treinos de força explosiva ou máxima. Prefira alongamentos dinâmicos ou estáticos bem CURTOS. 60 segundos de alongamento antes do treino PIORAM a produção de força.
  • PREVENÇÃO de Lesões: não use como estratégia principal. Exercícios de força, estabilidade e controle postural são muito mais EFICIENTES para evitar lesões.
  • Outros efeitos BIOPOSITIVOS do alongamento são que a técnica é capaz de gerar adaptações na FÁSCIA (tecido conjuntivo fibroso e elástico que envolve músculos, ossos, nervos e órgãos), alterar a HISTERESE dos tendões (propriedade mecânica relacionada à viscoelasticidade do tendão), exige gasto ENERGÉTICO, promove adaptações NEURAIS como modulação do sistema nervoso AUTÔNOMO e regula a qualidade do SONO.

Clique no botão abaixo para ler o artigo “Practical recommendations on stretching exercise: a Delphi consensus statement of international research experts”

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