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Acupuntura e Educação Física

Colunista: Leonardo Farah

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Ao longo da minha trajetória como profissional de Educação Física, sempre procurei compreender as necessidades das pessoas que atendo. Seja na preparação física de atletas, no treinamento personalizado ou no trabalho com pessoas que buscam melhorar a saúde e a qualidade de vida, percebi que nem sempre o exercício físico, isoladamente, consegue atender a todas as demandas.

Uma das situações que mais encontro na prática profissional é a dor. Muitas pessoas querem começar ou continuar se exercitando, mas convivem com desconfortos que dificultam seus movimentos, comprometem sua rotina e, em alguns casos, acabam afastando-as da atividade física.

Foi também por observar essas situações que busquei ampliar meus conhecimentos e encontrei na acupuntura uma possibilidade de complementar meu trabalho.

Hoje, além da Educação Física, atuo com a acupuntura como prática integrativa, especialmente no manejo da dor. Também considero suas possibilidades em outras situações relacionadas ao cuidado, sempre respeitando as indicações, as evidências científicas e as necessidades individuais.

Na minha experiência, a acupuntura não veio para substituir o exercício físico, mas para ampliar os recursos que posso utilizar no atendimento. Em algumas situações, trabalhar o manejo da dor pode ajudar a pessoa a participar melhor de um programa de exercícios e retomar atividades que estavam sendo evitadas.

É importante compreender que cada pessoa responde de maneira diferente. Não existe uma técnica capaz de resolver todos os problemas, e nem sempre a acupuntura será indicada. Por isso, considero indispensável avaliar, ouvir e entender quem está à nossa frente.

Essa experiência também mudou a maneira como observo minha própria profissão.

A Educação Física oferece inúmeras possibilidades de atuação, mas acredito que ainda precisamos ampliar nossa visão sobre o cuidado. Nossa formação não deve terminar na graduação, nem ficar restrita aos conhecimentos que utilizamos diariamente.

Estudar acupuntura foi uma escolha pessoal e profissional. Poderia ter sido outra área. O que considero importante é a disposição de continuar aprendendo, desenvolver novas competências e compreender como diferentes conhecimentos podem contribuir para o nosso trabalho.

Isso não significa que o profissional de Educação Física deva atuar em qualquer área. Ampliar o campo de atuação exige formação adequada, responsabilidade, respeito às normas profissionais e reconhecimento dos nossos limites.

Também vejo, nessa ampliação, oportunidades para o empreendedorismo. O mercado da saúde está em constante transformação, e profissionais que investem em conhecimento podem desenvolver novas possibilidades de atendimento, sem perder a identidade da Educação Física.

Quero aproveitar este espaço para fazer um convite aos colegas de profissão: não limitem sua atuação ao que aprenderam na graduação ou ao que já fazem todos os dias.

Busquem novas formações, conheçam outras abordagens, conversem com profissionais de diferentes áreas e, principalmente, observem as necessidades das pessoas que atendem.

A acupuntura ampliou minha maneira de trabalhar e de compreender o cuidado. Continuo sendo profissional de Educação Física, continuo acreditando na importância do exercício e da preparação física, mas hoje também disponho de outros conhecimentos para contribuir com as pessoas que procuram meu atendimento.

E deixo um desafio: o que você tem feito para ampliar seus conhecimentos e oferecer um atendimento cada vez melhor?

Acredito que o futuro da Educação Física também depende da nossa disposição de aprender, evoluir e reconhecer novas possibilidades de atuação.

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