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Métricas que importam: o que realmente indica resultado no digital fitness

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Colunista

Cristiano Santos

Designer web, fundador da Kamus. Empresa especializadas em projetos web de comunicação e vendas online. Consultor técnico dos sites L.A. Fitness Solutions, Congresso Carioca de Educação Física, Revista Empresário Fitness & Health e Vendas em Academias. Mais de 20 anos de experiência na criação de sites, blogs, lojas virtuais em mais de 250 projetos.

Uma academia de bairro investe em anúncios no Instagram.
Um personal trainer cria um site novo e começa a rodar campanhas no Meta Ads.

Ambos acompanham curtidas, comentários e seguidores. Ambos sentem que estão “fazendo o digital”.
Mas nenhum deles sabe responder a uma pergunta simples:

O que esses números dizem sobre o crescimento real do negócio?

É aqui que começa a maturidade.

Vamos usar esses dois exemplos ao longo do texto. Uma academia local, com plano mensal e aula experimental. Um personal trainer, com pacotes de acompanhamento individual. Os dois possuem site e estão aprendendo a usar métricas como forma de finalmente assumir o controle de seus modelos de negócios digitais.

Antes de falar de tráfego, anúncios ou ferramentas, é preciso entender uma coisa desconfortável:

Número não é resultado. Número é sinal.

Resultado é decisão bem tomada.

E neste artigo você entenderá:

Vaidade digital não paga mensalidade

A academia celebra quando um vídeo que bateu dez mil visualizações. O personal comemora quando ganha cem seguidores novos. Isso gera sensação de crescimento.

Mas sensação não é crescimento.

Se esses seguidores não viram agendamento de aula experimental, se as visualizações não geram contato, o que existe é visibilidade, não estrutura.

Métricas de vaidade são fáceis de acompanhar porque são públicas e rápidas. Curtidas, alcance, comentários. Elas alimentam o ego. O problema é que não alimentam o caixa.

Negócio fitness precisa de previsibilidade. E previsibilidade nasce da leitura correta do modelo de negócio no ambiente digital.

Agora sim, vamos ao que sustenta o resultado:

1) Taxa de conversão do site

Quantas pessoas que visitam o site realmente agendam aula experimental ou entram em contato? Se mil pessoas acessam e dez agendam, a taxa é de 1 por cento. Isso é um retrato direto da eficiência da estrutura digital.

O site não existe para ser bonito. Existe para conduzir decisão.

2) Custo por lead

Quanto custa gerar um contato interessado?

Se a academia investe mil reais em anúncios e gera cinquenta leads, cada lead custa vinte reais. Esse número define o limite saudável de investimento.

Sem esse cálculo, o tráfego vira aposta.

3) Taxa de comparecimento na aula experimental

Gerar lead não é gerar aluno.

Quantos dos agendamentos realmente aparecem? Se a taxa de comparecimento é baixa, pode haver problema na comunicação, na qualificação ou na proposta de valor.

Essa métrica conecta marketing e operação.

4) Taxa de fechamento

Dos que comparecem, quantos fecham plano?

Aqui o digital encontra a experiência presencial. Se o fechamento é baixo, o problema pode estar na oferta, no atendimento ou na clareza do posicionamento.

Marketing atrai. Experiência convence.

5) Custo de aquisição por cliente

Quanto custa transformar um desconhecido em aluno pagante?

Esse cálculo envolve investimento em anúncios dividido pelo número real de novos alunos. É uma das métricas mais ignoradas, e uma das mais perigosas.

Se o custo para adquirir um aluno é maior do que a receita que ele gera nos primeiros meses, o negócio está comprando prejuízo.

6) Lifetime Value, o valor do aluno ao longo do tempo

Por quanto tempo, em média, o aluno permanece?

Uma academia com alta retenção pode investir mais em aquisição. Um personal com acompanhamento prolongado consegue trabalhar com margem maior.

Sem entender permanência, qualquer estratégia digital fica superficial.

Controle é diferente de movimento

Voltemos aos nossos dois exemplos.

A academia percebe que tem muito tráfego, mas baixa conversão no site. Decide reorganizar a página de planos e simplificar o agendamento.

O personal descobre que seu custo por lead é aceitável, mas a taxa de comparecimento é baixa. Ajusta a comunicação e confirma presença no dia anterior.

Nenhuma dessas decisões nasce de curtidas. Nascem de leitura estratégica.

Métrica não é planilha complexa. É clareza sobre o que sustenta o modelo de negócio.

Quando gestores fitness passam a olhar conversão, custo de aquisição e retenção, deixam de depender do algoritmo e passam a depender de estrutura.

O que realmente indica resultado

No digital fitness, resultado não é volume de seguidores.

É previsibilidade de crescimento.

É saber:

  • quanto custa atrair,
  • quanto custa converter,
  • quanto tempo o aluno permanece,
  • quanto ele gera de receita ao longo da jornada.

Quando essas respostas estão claras, o marketing deixa de ser tentativa e vira sistema.

Muitos gestores acreditam que precisam alimentar o feed. Na prática, precisam alimentar o modelo de negócio.

E quando o modelo está claro, as métricas deixam de assustar. 

Elas passam a orientar.

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