Não, não é um show de rock! É um divisor de águas – antes e depois do Corona! E dessa vez não me refiro ao Edgar Corona do grupo Bio Ritmo/Smart Fit, mas ao Coronavírus!

A história da humanidade não possui registro de tamanha devastação: CPF’s e CNPJ’s estão sendo cancelados da pior forma possível, a globalização sendo validada como nunca até então com uma velocidade assustadora. Somos passageiros, meros torcedores: vai passar, vai passar… de certo que sim; a questão não é se, mas sim, QUANDO?! Se as estatísticas do SEBRAE estiverem certas – e eu acredito nelas – as empresas do país possuem capital de giro para vinte e sete dias sem faturamento. Pois é, estourou o prazo!

Como agir nesse momento? Pagar ou não pagar? Ser ou não ser, eis a questão… Mas chega de filosofar e vamos ao trabalho!

Nisso tudo, o que está ao nosso alcance? Fazendo agora o que deveríamos ter feito sempre: contas, contas, muitas contas!

A pressão é grande para que as empresas reabram gradativamente, por segmento e grau de prioridade, com os devidos cuidados, e é assim que deve ser. Embora nem os mais otimistas abracem a expectativa de retorno imediato dos clientes às academias, é quase um consenso de que esse fluxo será inicialmente entre 30% e 50% com crescimento lento de acordo com o noticiário a respeito da curva do Covid19 até que a confiança se multiplique e a sensação de alívio contagie tanto ou mais que o próprio vírus. Contudo, será difícil retornar aos números anteriores a crise, que já não eram bons. Teremos que mexer na planilha de custos, classificar os colaboradores segundo seu grau de importância para a empresa, tudo isso de forma isenta. Avaliar o impacto da dispensa de cada um sobre o grupo e os clientes, além do custo e a forma como ocorrerá essa dispensa. O mais importante nesse momento será preservar a instituição, pois, se nosso plano der certo, poderemos retomar o crescimento e futuramente recontratar.

Ajustando as contas

Não escolhemos passar por isso, mas, temos que enfrentar. Nesse momento, quem ainda não o fez, tente quitar os dias trabalhados pela equipe em março, férias se possível ou acertar a dispensa de forma integral ou parcial dos menos necessários à equipe. Sempre documentando sob a orientação de um contador ou advogado. O que mais preocupa é a folha de pagamento, pois os impostos foram prorrogados e sem faturamento não haverá Simples Nacional a pagar. FGTS, luz, água e esgoto foram prorrogados, bem como parcelas de empréstimos bancários. Restam o aluguel, se houver, e a folha de pagamento. A grande maioria que figura como locatário está negociando com sucesso a prorrogação e o parcelamento após a reabertura com o locador, dentro de suas possibilidades.

Se quando as coisas vão bem contratamos, quando ocorre o oposto temos que demitir para preservar a empresa. Essa é a pior parte, superada apenas pela falência; que por sinal é o que tentaremos evitar ao máximo. Se é o seu caso, procure seu gerente de banco e avalie a possibilidade de um empréstimo, pois esse é o momento e acredito que irá precisar, cientes de que teremos dias difíceis pela frente, pois, quando retornarmos haverá mais dívidas e menos receita. Teremos que cortar custos e assumir funções, negociando com todos caso a caso e acreditando em dias melhores.

Como tudo na vida, isso também passará!

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