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E aí, beleza? Como está a sua empresa?

Colunista: Celso Cunha

“Rapaz, bem não está! Teve época que academia dava dinheiro… Hoje, entra dinheiro, sai dinheiro e no final do mês estou no vermelho!”

É consenso que a crise começou em meados de 2014, portanto faz cinco anos que estamos sofrendo as consequências dessa recessão. O PIB (Produto Interno Bruto) chegou a cravar 30% de queda se corrigirmos a inflação. O desemprego superou a taxa de 13% chegando a 14 milhões de desempregados, sendo que a fórmula de cálculo desse índice não considera as pessoas que usufruem do bolsa família, ou seja, 13,7 milhões de famílias segundo a Secretaria Especial do Desenvolvimento Social.

Tenha certeza que um “pra trás” de 30% é um golpe muito potente. Traduzindo para nosso mercado, haveria uma queda de 800 alunos/clientes para 560 e isso significa todo o lucro e mais um pouco para a grande maioria das academias do país. Mais de 360.000 empresas encerraram suas atividades entre 2014 e 2017 segundo o IBGE. Como se não bastasse, mais de quatrocentas academias com o perfil low price/low cost inundaram o mercado e nivelaram por baixo as mensalidades. Portanto, se depois disso tudo você ainda mantém as portas abertas, parabéns, você é um sobrevivente!

Se a queda do PIB triplicou o índice de desempregados, fechando empresas e diminuindo o dinheiro em circulação na economia; o segmento fitness tido como supérfluo e por muitos classificado como lazer, figurava no topo das listas de corte de gastos das famílias afetando ainda mais o faturamento das academias. Sei que foi difícil e ainda está sendo, mas se aguentou até aqui então está vacinado contra esse mal!

A economia brasileira está se recuperando

Se quando as coisas vão bem devemos contratar e investir, o oposto também se mostra verdadeiro! Minha bola de cristal mostra que você teve que demitir, trabalhar mais, cortar custos, consumiu todo o capital de giro, entrou no cheque especial, empréstimos, vendeu bens e buscou outras fontes de receita para fechar as contas.  A boa notícia é que o pior já passou!

A economia começa a dar sinais de recuperação; em 2019 de janeiro a junho foram gerados mais de 408.500 empregos com carteira assinada no país, ou seja, em torno de R$1,12 bilhões injetados na economia todos os meses. A taxa SELIC que rege os juros caiu para 5% ao ano, a menor taxa de juros desde 1997. Se alguém investir R$1.000.000,00 em renda fixa por um ano os juros brutos nessa aplicação renderá R$60.000,00 daí incidirão impostos que variam entre 96% da rentabilidade no primeiro dia até 3% no vigésimo dia. Traduzindo, a rentabilidade líquida mensal será de aproximadamente 0,47% ou R$4.700,00 mês; então devemos diminuir desse percentual (rentabilidade) a inflação, que é a perda do poder de compra do dinheiro ao longo do tempo. No caso em julho de 2019 a taxa de inflação ficou em 0,19%; descontando teremos 0,28% de rentabilidade líquida ou R$2.800,00. Parece pouco, não é? Por esse motivo, as pessoas investem e se tornam empreendedores buscando rentabilizar seu capital superando a renda fixa. Vale a máxima que quanto maior o risco, maior o lucro e que a liquidez, o tempo de transformar o capital investido em dinheiro no caso de se desfazer um negócio, será afetada negativamente na crise; com menos dinheiro no mercado fica mais difícil vender o que quer que seja.

Análise do cenário econômico, projeções e perspectivas futuras, autorização de saques do FGTS por parte do governo incentivando o consumo… a sorte está lançada. Capacite-se, o conhecimento é o atalho para o sucesso!

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