Mais um ano se inicia com planos, metas e expectativas não atingidas no ano anterior e esperança de resultados melhores. Algumas frustrações seguidas de justificativas: “O mercado está difícil…” Ou foram as suas escolhas?
A sequência obrigatória da administração clássica é:
PLANEJAR – EXECUTAR – CONTROLAR – AJUSTAR
Não por acaso, planejar precede tudo. Decidir a ordem sequencial entre o que é importante, o que é mais importante e o que é URGENTE (inadiável).
Na prática: liste as ações demandadas e classifique-as com graus de importância. É fundamental que você faça isso com isenção e ative o critério da razão.
Além disso, liste todos os custos e despesas fixas (sem a retirada dos sócios), diminua um pelo outro e encontrará o resultado: o seu limite.
Entenda que o valor encontrado pode ser parte ou o todo de um projeto maior e não se deve criar novos gastos e parcelamentos até que termine para iniciar outros. É preciso respeitar a capacidade financeira de sua empresa, pois, divida equacionada, sim; inadimplência, não.
Nessa conta não devemos considerar o CAPITAL DE GIRO; como o nome já diz, o destino é não deixar a roda parar e quando utilizado deverá ser reposto o quanto antes.
Aprenda a dizer NÃO às tentações, pedidos e solicitações. Está em seu orçamento? Planejamento? Se não, volte à classificação e reveja a ordem.
É fato que cada pessoa da sua equipe demanda investimentos referentes à sua área de atuação. Cada aluno/cliente também, segundo a sua visão. Como os recursos são limitados e a demanda infinita, temos que planejar.
Como consultor, além de empreendedor, atendo a diversas empresas, clientes, e após analisar, redijo um relatório com o diagnóstico e prognóstico: o que fazer e como fazer.
Após analisar uma academia, ouvi do empreendedor que a situação estava bastante difícil ao ponto de não conseguir pagar o aluguel do imóvel. Os números não indicavam essa situação. A justificativa era a abertura de um concorrente próximo. Parti para a análise financeira dos sócios e entendi que ao se basear em um período de alta, ele elevou seus custos pessoais sobremaneira, mudou-se para a orla, viagens, carros… E agora não aceitava reduzir seus custos e de sua família.
Conselho: respeite os limites financeiros de sua empresa, controle seu Ego e sua Vaidade.
No filme Advogado do Diabo, o personagem de Al Pacino diz: “Vaidade, meu pecado preferido.”
Tome cuidado; esse erro é bastante comum entre os empreendedores.
Bons negócios e boa sorte!