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Um ciclo que se acaba, um ciclo que se inicia

Colunista: Cleber Junior

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Dezembro é o mês das avaliações. Não só dos treinos, mas das pessoas, das equipes e das escolhas que fizemos ao longo do ano. Enquanto muitos veem esse período apenas como “fim de temporada”, quem é empresário ou gestor no mercado fitness sabe: dezembro é o ponto de virada.

É tempo de olhar para o retrovisor com honestidade, celebrar as conquistas, reconhecer os erros e ajustar a rota para o novo ciclo que começa em janeiro.
Porque quem espera o próximo ano para planejar, já começa atrasado.

O balanço que vai além dos números

Fechar o ano não é apenas revisar o faturamento, as metas e o número de alunos. É entender como o seu time cresceu, como a sua cultura se fortaleceu e como as pessoas se sentiram ao fazer parte da sua academia.

Um bom gestor precisa olhar para além do financeiro — precisa avaliar a energia da equipe, o clima interno e o nível de pertencimento. Porque um time cansado e desmotivado custa muito mais caro do que qualquer investimento em marketing.

Faça uma pergunta simples ao seu time:

“O que você aprendeu neste ano que te tornou um profissional melhor?”

Essa reflexão abre espaço para reconhecer evoluções e criar uma cultura de crescimento contínuo.

Celebrar é estratégia de liderança

Muitos líderes subestimam o poder da celebração. Encerrar o ano sem reconhecer o esforço da equipe é desperdiçar uma chance de fortalecer vínculos e gerar motivação genuína.

Na coordenação da academia, implantamos uma prática que faz toda a diferença: um momento coletivo de celebração e reconhecimento.

Reunimos professores, estagiários e equipe de atendimento para relembrar conquistas, contar histórias marcantes e agradecer por cada esforço feito. Não é sobre festa, é sobre significado. Esses encontros geram pertencimento e inspiram o time a começar o próximo ciclo com energia renovada. Logo, celebração é estratégia. E toda estratégia que reconhece pessoas gera resultados sustentáveis.

Planejar é um ato de coragem

Planejar um novo ano exige coragem — porque é olhar para o que não deu certo e admitir o que precisa mudar. Exige sair do modo reativo e entrar no modo criativo.

Não é sobre inventar algo novo todo ano, mas sobre melhorar o que já funciona. O erro de muitos gestores é querer começar janeiro cheio de ideias, mas sem um plano realista e executável.

Dica prática: Monte seu planejamento de janeiro a março ainda em dezembro e inclua:

  • As ações de marketing com foco em retenção (não só captação).
  • O calendário de treinamentos da equipe.
  • Os eventos internos que reforçam a cultura da academia.

Quando o time começa o ano sabendo o que vai acontecer, ele trabalha com mais foco e menos ansiedade.

Dezembro também é sobre aprendizado

Este é o momento ideal para treinar a equipe, revisar processos e atualizar conhecimentos. Antes de pensar em vender mais, pense em fazer melhor.

Um exemplo que aplicamos recentemente foi realizar um treinamento prático dentro da própria sala de musculação, um verdadeiro laboratório de ensino.

Chamamos um professor da nossa rede para conduzir a vivência com o time.
O resultado? Professores mais seguros, entrosados e com novas formas de olhar o atendimento.

Esse tipo de ação, feita no fim do ano, tem um poder simbólico: fecha o ciclo com aprendizado e recomeça com propósito.

Dezembro pede humanidade

O cansaço emocional do fim do ano é real! É quando os professores estão exaustos, os gestores sobrecarregados e os alunos menos assíduos. Por isso, esse é o momento em que a liderança humanizada faz mais diferença. Um gesto simples que implantamos e se tornou tradição foi a folga na sexta-feira do mês de aniversário do professor ou estagiário.

É um gesto pequeno, mas poderoso, porque comunica cuidado. E cuidado é o que sustenta as equipes quando o ritmo aperta. Em tempos de metas e resultados, quem cuida das pessoas constrói negócios que duram.

O novo ciclo começa agora

Dezembro não é o fim — é o momento em que o próximo ciclo começa a ser desenhado. Enquanto alguns esperam o ano virar, os líderes de verdade já estão virando mentalidades.

Planejar é um ato de fé no futuro. E quando você faz isso com propósito, visão e cuidado com as pessoas, o crescimento deixa de ser apenas uma meta e passa a ser consequência.

Considerações finais

Mais do que fechar um balanço, dezembro é o mês de agradecer, reconhecer e recomeçar. De rever o que precisa ser aprimorado e de reafirmar o que faz sentido.

Na minha trajetória com gestão de pessoas, treinamentos e agora à frente da coordenação de uma academia, aprendi que academias são feitas de pessoas — e que a energia do líder define o ritmo de todo o time.

Quer começar o próximo ano com um time mais engajado, produtivo e conectado ao propósito da sua academia? Me chama no @prof.cleberjunior e vamos desenhar juntos um plano de liderança e treinamento para 2026.

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