O mercado de saúde corporativa

É fato que o mercado do bem estar é extremamente rentável! E as academias de ginástica estão inseridas nesse mercado, que cresceu 12% nos últimos quatro anos, gerando receitas da ordem de 94 bilhões de dólares em 2018. A expectativa, nesse mercado de saúde corporativa, é chegar a 230 milhões de consumidores até 2030, mas, para isso, será preciso unir, cada vez mais, as grandes empresas, os centros de saúde e bem-estar e a tecnologia de intermediários, segundo uma análise da consultoria Deloitte, que realizou um estudo sobre as oportunidades e desafios nos programas de alimentação e exercícios oferecidos pelas empresas aos seus funcionários.

O mercado de saúde e bem-estar

Mesmo com esse aumento de receitas totais no mercado de saúde e bem-estar, a receita por membro caiu 11% entre 2014 e 2018, sinal da competição acirrada e da entrada das chamadas low cost no mercado brasileiro, como as redes Smart Fit e Blue Fit.

Na América Latina, as receitas de saúde e bem-estar chegaram a quase 6 bilhões de dólares em 2018, mas atende menos de 5% da população total dessa região (cerca de 22 milhões de membros), mesmo tendo o maior número global de academias e clubes, quase 70.000. Na América do Norte, 46.200 estabelecimentos quase 70 milhões de membros!

O potencial para aumentar a taxa de penetração é grande, principalmente no maior mercado da América Latina, o Brasil, que conta com menos de 5% da população praticando atividades físicas em academias e clubes, segundo o IHRSA Global Report América Latina 2019.

Segundo a Deloitte, nove em cada dez dos clubes de saúde e bem-estar entrevistados considerou o segmento corporativo uma oportunidade. Cerca de 56% deles qualificam esse mercado como uma “grande oportunidade para crescimento” e 36% afirmam que é uma “ajuda para aumentar receitas.”

O segmento corporativo – aqueles clientes que vêm diretamente da negociação com grandes empresas – pode ser uma alternativa rentável para que as academias aumentem a quantidade de clientes, mas é difícil para essas academias acessarem esse segmento. Apesar de menos de 5% das receitas das academias virem de clientes corporativos, existe uma expectativa de que esse percentual se eleve para um patamar de até 25% nos próximos três anos.

Se a expectativa das academias é de crescer com o segmento corporativo, elas são ajudadas pela pretensão das grandes empresas de aumentar o investimento em programas de atividades físicas, com vistas a melhorar a performance e a produtividade; melhorar o engajamento e a moral e atrair e reter funcionários.

O grande entrave em unir esses dois mundos – as academias e as grandes empresas – é a conexão certa. As academias não conseguem montar um time de vendas, além de terem dificuldades em encontrar o contato certo nas empresas. Ademais, a dificuldade em oferecer serviços personalizados, além de indicadores detalhados sobre a utilização dos serviços por funcionários, prejudicam o avanço para esse mercado.

Nesse contexto, surge a Gympass se destacando no mercado fitness, sendo hoje considerada uma empresa “unicórnio”, sendo avaliada em mais de US$ 1 bilhão. Recentemente a empresa recebeu um aporte de US$ 300 milhões para expansão dos negócios pelo mundo e melhoria da experiência do usuário.

Segundo a própria empresa, o Gympass é “um beneficio corporativo que democratiza o acesso às atividades físicas”. Antes focado na pessoa física, a empresa tem mudado seu foco para o mercado corporativo, onde as empresas investem um valor fixo mensal baseado no tamanho da empresa e os funcionários podem utilizar a rede de academias credenciadas com até 75% de desconto.

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