Publicidade

Payback significa o fluxograma de retorno do capital inicial investido para a montagem do negócio, no qual será estabelecido qual é o tempo que vai levar para que os investidores recuperem essa verba. Para a construção da ferramenta (planilha eletrônica) que vai demonstrar como será o fluxo do dinheiro no tempo, balizando a viabilidade da empreitada, é preciso estabelecer 12 (doze) premissas básicas, conforme a seguir:

(1ª) Investimento inicial no negócio; (2ª) receita; (3ª) gasto e (4ª) lucro (média anual operacional mensal); (5ª) taxa de lucratividade e (6ª) taxa de rentabilidade do negócio; (7ª) taxa de atualização e (8ª) taxa de atratividade do capital inicial investido; (9ª) prazo de pré-montagem; (10ª) prazo de montagem; (11ª) prazo de ponto de equilíbrio (break-even point) e (12ª) prazo de maturação do negócio. Os termos investimento, receita, gasto e lucro, referem-se a valores monetários; o termo taxa, refere-se a percentual; e o termo prazo, refere-se a tempo (meses, anos).

A seguir, um exemplo de um negócio fictício com um investimento inicial de R$ 148.650,00, uma ilustração para facilitar o entendimento, que acontece da seguinte forma:

R$ 113.550,00 distribuídos em 6 (seis) parcelas mensais, iguais e consecutivas de R$ 18.925,00 cada uma delas, no período que vai do 1° ao 6° mês, que é o prazo de montagem do negócio; e R$ 35.100,00, que serão aportados no período que vai do 7° ao 12° mês, para cobrir o prejuízo dos seis primeiros meses de operação.

A receita é de R$ 27.000,00, o gasto é de R$ 20.250,00, e o lucro é de R$ 6.750,00 (média anual operacional mensal).

A taxa de lucratividade significa o percentual entre o lucro operacional mensal e a receita operacional mensal, e no caso fictício é de 25% a.m.. A taxa de rentabilidade significa o percentual entre o lucro operacional mensal e o investimento inicial realizado para a montagem do negócio, e no caso fictício, é de aproximadamente 4,5% a.m.. A taxa de atualização do capital inicial aportado pelos investidores significa aplicar o índice nacional de preços ao consumidor amplo (IPCA), utilizado pelo Banco Central do Brasil, sendo considerado o índice oficial de inflação do país. A taxa de atratividade significa a taxa percentual que os investidores no negócio recebem mensalmente sobre o aporte de capital inicial realizado para a montagem do negócio, que é acima das taxas percentuais referentes a investimentos tradicionais, tais como, caderneta de poupança ou investimento em fundo de renda fixa, e por causa dessa remuneração superior é intitulada pelo termo “atrativa”, e no caso fictício, a taxa de atratividade é de 1,5% a.m.. Sendo considerada uma inflação hipotética de 0,5% a.m. para a taxa de atualização do capital, na planilha eletrônica, na coluna taxa, inserimos 2% a.m., que é a soma dessas duas taxas – taxa de atualização e taxa de atratividade.

O prazo de pré-montagem é o tempo para elaborar o plano de negócios, que é constituído do planejamento estratégico de marketing e do planejamento estratégico financeiro, e no caso fictício, apesar da máxima “tempo é dinheiro”, não estabeleci gasto com essa fase, simplesmente imaginei que o idealizador do projeto está elaborando sozinho o plano de negócios, sem contratar profissional especialista, não atribuindo um valor de prestação de serviço de consultoria. O prazo de montagem é o tempo para executar as obras civis e de acabamento, inclusive a decoração, a compra e instalação de equipamentos, acessórios e mobiliários, enfim, tudo que for necessário para inaugurar o negócio, e no caso fictício é de 6 (seis) meses. O ponto de equilíbrio (break-even point) é o momento em que a receita operacional mensal proveniente do portfólio de negócios é igual ao gasto operacional mensal do negócio, e no caso fictício é de 6 (seis) meses – com o negócio em operação. O prazo de maturação é o período de tempo que o negócio vai levar para iniciar a distribuir dividendos aos investidores, conforme estabelecido no plano de negócios, e no caso fictício é 12 (doze) meses – com o negócio em operação.

A Figura ilustrativa demonstra uma análise de viabilidade desse negócio fictício, uma simulação com um payback em exatos 55 (cinquenta e cinco) meses, contando desde o primeiro aporte de capital, que ocorreu no início do período de montagem da empresa (1° mês).

breakeven-point-para-academias

Para concluir a construção da ferramenta (planilha eletrônica) que vai demonstrar o fluxo do dinheiro no tempo (do capital inicial investido), é necessário elaborar uma estimativa de receita mês-a-mês, uma simulação contendo os dados para criar um cronograma de ponto de equilíbrio, como também, de maturação do negócio – conforme a figura ilustrativa abaixo.

viabilidade-do-negocio

Quaisquer esclarecimentos, questionamentos, críticas e sugestões sobre os conteúdos, você me aciona pelo e-mail carloscardoso@terra.com.br, como também, pode me encontrar nas aulas periódicas mensais que ministro no Curso de Pós-graduação Lato Sensu “MBA em Gestão e Marketing de Academias”, do Instituto de Ensino UPGRADE em parceria com a Faculdade GAMA E SOUZA, no campus Barra da Tijuca no Rio de Janeiro; uma ótima oportunidade de você dirimir as dúvidas que por acaso venham a surgir sobre o tema.

Continuo a dissertar sobre Plano de Negócios na próxima edição da Revista Empresário Fitness & Health.

Até breve!

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Sobre a REF&H

Fundada em 20 de setembro de 2002, a revista Empresário Fitness & Health se consolida como uma das mais conceituadas revistas no segmento fitness, levando informação relevante e em linguagem acessível aos gestores de academias e profissionais que queiram se diferenciar no mercado.

Leia mais

WhatsApp da REF&H
Enviar