Nessa coluna, tenho a aliança do professor Mestre André Codea, um irmão que a Educação Física me deu:
Vamos falar sobre Neuromarketing, essa quase recente conjunção da neurociência e do Marketing que tanto vem a cada dia crescendo em importância e em conhecimento, e que já foi titulada por alguns estudiosos como sendo o Marketing do Futuro.
Um dos maiores divulgadores e expoentes do neuromarketing é Martin Lindstrom, um badalado consultor de Marketing para grandes empresas, que começou a partir da década de 2000 a nos brindar com excelentes livros sobre o tema e a investigar sobre os aspectos obscuros e efeitos inconscientes das propagandas em nossos cérebros e, por conseguinte em nós.
Em seu best-seller “A lógica do consumo: verdades e mentiras sobre porque compramos”, ele nos proporciona uma clara e breve definição sobre o que é um Neuromarketing: “é a chave para abrir o que eu chamo de nossa lógica de consumo – os pensamentos, sentimentos e desejos subconscientes que impulsionam as decisões de compra que tomamos em todos os dias de nossas vidas” (LINDSTROM, 2009, p.13).
A neurociência já nos esclarece há muito que grande parte do nosso comportamento – que inclui comprar – é predominantemente regulado pelas partes inconscientes do nosso cérebro, o que significa dizer que nosso pretenso controle consciente nada mais é do que um desejo, ao invés de ser um controle real e efetivo da nossa racionalidade.
Esse ponto de vista explica o porquê de comprarmos por impulso, porque escolhemos uma marca em detrimento de outras, porque pagamos mais caro por determinados produtos que sequer são tão melhores assim do que os concorrentes, além de uma série de porquês.
É exatamente sobre isso que o Neuromarketing trata: funcionar como ferramenta para os profissionais de marketing, ao mesmo tempo em que esclarece sobre porque compramos.