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Liderança, empenho e desempenho

Colunista: Jorge Oliveira

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Sabemos que a liderança moderna abandona o antigo modelo de “chefe” focado em controle e ordens e migra para uma abordagem colaborativa onde o líder atua como um facilitador. Tendo como foco principal inspirar, desenvolver pessoas e criar um ambiente emocionalmente seguro, equilibrando a entrega de resultados com o bem-estar da equipe, este líder tem, como uma de suas principais demandas, estimular a motivação do time, gerando empenho e, consequentemente, desempenho.

Entendemos por EMPENHO, no contexto da gestão, como o ato de dedicar-se a algo com esforço, afinco ou compromisso. Sim, é esperado do colaborador que esteja sempre empenhado em realizar a entrega necessária, mas não é só de empenho que se faz um resultado. Vamos entender melhor…

Quando falamos em DESEMPENHO, temos como significado, o ato de executar uma tarefa de forma eficiente, ou seja, a realização da melhor maneira possível, alcançando os melhores resultados com o menor gasto de recursos, tempo e/ou esforço. Desempenho nos remete a resultado, entrega e otimização de processos, fazendo o que precisa ser feito, da melhor forma possível.

A boa liderança gera empenho, um dos pilares do desempenho.

A verdade é que as organizações não desejam de seus times, formados pelos seus líderes e demais colaboradores, apenas empenho; vestir a camisa da empresa e adotar o lema do “sangue, suor e lágrimas”, não se sustentam mais se não houver a entrega de resultados tangíveis, perceptíveis e mensuráveis. É aí que entra o desempenho; e ele não acontece por acaso e sim, como consequência de ações de pessoas empenhadas, conduzidas por líderes inspiradores e modernos.

 Esta liderança que acabo de mencionar possui um perfil situacional e empático, ou seja, adapta-se ao estilo das pessoas que compõem seu time, incentivando-os a otimizar seu desempenho. Mas como fazer isto é uma das questões que respondo com frequência.

Neste sentido, algumas propostas, em minha singela opinião, são bem-vindas:

  • Mantenha uma comunicação transparente: assim será mais fácil e produtivo proporcionar um alinhamento de expectativas e partilha da missão, visão e valores da empresa. Sem este alinhamento, dificilmente haverá empenho na entrega das demandas.
  • Seja um facilitador do crescimento do colaborador: fatores como propósito, autonomia, aprendizado, progressão e crescimento são estimulantes a qualquer funcionário em seu dia a dia.
  • Promova o sentimento de pertença: isto leva eles a sentir-se genuinamente como partes importantes do processo… e são! Naturalmente, irão “vestir a camisa”.
  • Celebre as conquistas com o time: não importa se são pequenas ou grandes, celebre cada conquista.
  • Pratique o feedback e também, o feedforward: enquanto o feedback avalia ações que já aconteceram, e isto é importante para contextualizarmos o presente, o feedforward é uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional que foca no futuro, apontando caminhos que conduzam às soluções e oportunidades, gerando um ambiente de trabalho mais colaborativo.

Desconstruindo conceitos

Encerrando a abordagem do tema do presente artigo, sugerimos desconstruir alguns conceitos que ainda perduram:

  • Trabalhar por mais horas além daquelas que a função requer não significa melhor desempenho; pelo contrário, pode expor uma má gestão do tempo.
  • A dedicação total ao trabalho não gera mais resultados; não podemos esquecer que temos outros pilares em nossa vida. É recomendável cuidar da saúde, da família e dos relacionamentos, e depois, do trabalho… nesta ordem!
  • O ajuste de rota nem sempre é do colaborador. Pode ser que o desempenho falho seja fruto de uma liderança que não está sendo eficiente e se for isto, tudo bem, o líder também erra.

Lembre-se:

O desempenho excelente é uma maratona e não um sprint.

Boa sorte e até breve!

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