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O líder (im)popular existe

Colunista: Jorge Oliveira

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Parece um paradoxo nos referirmos a um líder, na possibilidade de termos alguém impopular assumindo uma missão de conduzir pessoas e equipes de trabalho.

A palavra impopular significa algo ou alguém que não tem a simpatia, o apoio ou a aprovação da maioria das pessoas, algo impensável tratando-se de liderança. Este termo pode descrever uma lei, um governo, uma ideia ou uma pessoa que não agrada ao público. Mas a liderança, como já disse anteriormente, não é um cargo e nem um status e sim, uma missão e uma responsabilidade.

Sendo assim, possui suas demandas, suas diretrizes e seus padrões de comportamento.

Todo líder deve ser um guardião de valores

Dentre as várias características que um líder deve possuir, sabemos que ele deve ser alguém dotado de um conjunto de princípios morais, éticos e sociais que guiam seu comportamento. Estes princípios têm, como base, os valores que são forjados ao longo de sua vida, na família, no trabalho e em suas vivências com seus pares. Partindo da premissa que toda empresa, seja de qual nicho de atuação for, também possui seus valores, este líder deve ser antes de tudo, um guardião dos valores da organização que representa, assim como de seus próprios valores. Existem coisas que podem ser negociadas como por exemplo horários, uniformes, prazos, dentre outras, mas jamais: respeito, disciplina, honestidade.

A difícil tarefa de tomar decisões

Quando o líder assume este papel de guardião, inevitavelmente precisa tomar decisões e nem sempre – ou quase nunca – agradará a todos. Mas se tem algo que é certo de acontecer, é que sua equipe sempre estará observando suas atitudes e aguardando um posicionamento, principalmente se algo que possa interferir no desempenho de todo o time esteja acontecendo.

Sabemos que a tomada de decisão costuma requerer cuidados; é, antes de tudo, um processo que envolve identificação de problemas ou de oportunidades. Coletar todas as informações relevantes, analisar as alternativas, escolher a melhor opção e implementar a decisão, necessita de estudo, escuta ativa dos envolvidos no processo, habilidade em comunicação e conhecimento de algumas ferramentas de tomada de decisão.

Razão x emoção na tomada de decisões

Manter o equilíbrio entre emoção e razão é um dos maiores desafios na hora de decidir. Enquanto a razão se baseia em dados e lógica, a emoção reflete valores, experiências e instintos. Ambas são importantes, mas precisam ser harmonizadas.

A razão evita que decisões sejam tomadas impulsivamente, enquanto as emoções ajudam a considerar aspectos humanos, como valores e relacionamentos. Sem equilíbrio, as decisões podem ser frias ou irracionais.

Enfim, é na tomada de decisões – que ainda que pareça sem lógica – um líder pode passar uma imagem de impopularidade, principalmente se este for alçado a esta posição por indicações superiores.

Lembre-se:

Quem vai dizer se você é um líder ou não, não é quem está acima, mas sim, quem está abaixo de você.

Boa sorte e até breve!

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