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Queda em idosos

Colunista: Mauro Guiselini

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Segundo o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), financiado pelo Ministério da Saúde, a prevalência de quedas entre idosos residentes em áreas urbanas no Brasil é de 25%, ou seja, aproximadamente um em cada quatro idosos relata ter sofrido queda. Além disso, entre os idosos com 80 anos ou mais, a prevalência pode chegar a 40% ao ano.

Em idosos, as quedas são consideradas um importante problema de saúde pública pois podem causar:

  • Fraturas, especialmente de fêmur e quadril.
  • Traumatismo craniano.
  • Medo de cair novamente.
  • Perda de autonomia e independência.
  • Internações hospitalares.
  • Aumento da mortalidade.

Estudo sobre quedas

O estudo “Queda e sua associação à síndrome da fragilidade no idoso: revisão sistemática com metanálise”, publicado Revista da Escola de Enfermagem da USP, em 2016, teve como objetivo realizar uma revisão sobre os conhecimentos científicos já publicados sobre esse tema. Os estudiosos obtiveram um total de 19 estudos. Dessas 19 pesquisas avaliadas, a maior prevalência de quedas foi no estudo longitudinal prospectivo, realizado com 315 idosos de 11 comunidades de três municípios da Suécia. Os resultados revelaram que 93% sofreram queda , 58,8%, fragilidade. Os dados ainda mostraram uma população de 6.724 idosos, com idades acima de 65 anos. A prevalência de queda no idoso frágil variou de 6,7% a 44%. Houve evidência de que a queda está associada à presença de fragilidade do idoso. Nas 19 pesquisas, a maior ocorrência de quedas foi com o sexo feminino, que variou entre 55,4% e 85,4%, dependendo do tipo de estudo, do local, da população, da amostra, da faixa etária e dos instrumentos de avaliação.  Além disso, mostrou que as idosas têm mais tendência a ficar frágeis e a cair mais.

Principais causas de quedas em idosos

As quedas em idosos geralmente são multifatoriais, resultando da combinação de vários fatores.  Elas podem ser classificadas em três grandes grupos:

  • Fatores Intrínsecos: relacionados ao próprio organismo do idoso: alterações físicas, doenças e uso de medicamentos.
  • Fatores Extrínsecos: relacionados ao ambiente doméstico e urbano onde o idoso vive e circula.
  • Fatores comportamentais: relacionados aos hábitos, atitudes e escolhas do dia a dia do idoso.

Eficácia dos exercícios na prevenção de quedas

Ao analisar as modalidades de exercício físico mais eficazes na prevenção de quedas em idosos, foi observado que os exercícios de equilíbrio/estabilidade – também conhecidos como exercícios de propriocepção – desempenham um papel crucial.

Já os exercícios aeróbicos e de mobilidade têm um impacto positivo na capacidade funcional geral bem como na estabilidade/equilíbrio, sendo considerados complementares na redução do risco de quedas. (MARTINEZL, et.al. 2018; STRANDBERG, et.al. 2015; MATSUDO, et.al. 2001; GUISELINI, et.al. 2024; KIRKWOOD, et.al. 2005).  Portanto, a combinação dessas modalidades de exercício físico pode proporcionar benefícios significativos na prevenção de quedas em idosos.

No próximo artigo, vamos falar sobre a escolha e aplicação dos exercícios na prevenção de quedas em idosos.

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