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Arquitetura de dentro para fora: a nova sala de musculação

Colunista: Patricia Totaro

Quando as pessoas entram em uma academia com a conformação convencional de musculação – aparelhos, peso livre e equipamentos de cardio – sua sensação é que está em um ambiente antigo. A nova musculação coloca junto aos equipamentos, áreas de treinamento funcional, espaços confortáveis para alongamento e ainda áreas de treino coletivo eventual.

O foco da Arquitetura da sala de Musculação hoje, é proporcionar uma grande diversidade de possibilidades de treino para os usuários e assim tirar a sensação que muitos (infelizmente) têm de que essa modalidade é monótona. Temos que fazer de tudo para ela ser valorizada, já que é importantíssima para a saúde de todos nós.

A Trilha da Experiência

Ao montar uma sala seguindo os preceitos da Trilha da Experiência, que tem foco total no que o usuário deseja e precisa, comece colocando logo no primeiro ponto de visão do visitante os equipamentos relacionados ao que é o seu diferencial. Por exemplo, se você tem uma parede gamificada ela deve ser vista por todo mundo que entra na academia.

Algumas áreas da musculação funcionam melhor em espaços mais reservados, como o peso livre e o alongamento. O primeiro por causa da segurança de não ter pessoas cruzando para não ter risco de causar acidentes ou até desconcentrar quem trabalha com pesos mais elevados e o alongamento para dar mais privacidade e ajudar a relaxar no final do treino.

Se a sua academia não é uma low cost com um número expressivo de equipamentos de ergometria, não os deixe logo na entrada. E você pode até optar por deixá-los espalhados em vários pontos. Eles não precisam necessariamente estar todos juntos. Essa conformação é ainda pouco usual, mas fica muito bom. Se deixá-los todos juntos, fica muito bom criar patamares para eles ficarem um pouco mais elevados. Além disso, as instalações elétricas podem passar por baixo desses degraus. O melhor posicionamento para a ergometria é deixando o usuário de frente para o restante da musculação e de forma a poder colocar televisões na frente, para quem opta por não ter nas próprias máquinas. Nunca deixe o usuário de costas para a entrada ou para a área de treino. Integração é a palavra-chave para criar conexão entre os clientes.

Arquitetura da área de treinamento funcional

A área de treinamento funcional merece muito cuidado com o piso e iluminação. O funcional, em geral, tem muito espaço livre, então colocar luzes diferentes do restante da musculação ajuda a ambientar o espaço. Pisos com desenhos que deem apoio ao treino também são muito bem-vindos, tanto pela função quanto pela estética. Um cuidado especial tem que ser tomado com espaços para armazenar os acessórios. O ideal é que você tenha móveis executados sob medida, já que isso ajuda a criar uma identidade ao ambiente como um todo.

Há sempre uma dúvida sobre a colocação dos espelhos: se a sua academia é focada em público que treina pela estética, pode colocar espelhos a vontade. Já se o seu foco é saúde e diversidade de público, eu oriento a colocar espelhos somente onde é absolutamente necessário, em geral no peso livre, e trabalhar pintura, grafismos ou texturas nas outras paredes para criar um ambiente aconchegante. Jamais coloque espelho com o intuito de aumentar visualmente o espaço. Isso funciona em apartamentos decorados, mas a grande maioria dos alunos das academias buscam um ambiente descontraído e acolhedor, que não combina com espelhos.

A área de musculação como um todo pode ser encarada como o ponto central de uma academia para adultos: nesse caso, colocar áreas de convivência e até alimentação integradas com ela é uma estratégia que dá alegria ao ambiente e também ajuda a tirar o foco visual dos equipamentos.

Pense fora da caixa ao montar o seu layout. Ele deve ser operacionalmente eficiente, claro, mas também pode inovar e assim demonstrar que o seu serviço é diferenciado.

A Trilha da Experiência evoluiu para criar emoção: planeje como criar essa conexão em cada ponto da sua academia.

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