A prova recebeu esse nome em homenagem à Batalha de Maratona e à famosa lenda grega do soldado Fidípides (ou Felípides) em 490 a.C. Segundo a história, ele CORREU cerca de 40 km da planície de MARATONA até ATENAS para anunciar a vitória grega contra os persas, caindo morto de exaustão logo após entregar a mensagem.
Esse feito lendário foi resgatado e transformado em um evento ESPORTIVO oficial nos Jogos Olímpicos da Era Moderna.
Correr uma MARATONA (42,195 km) em menos de 2 horas é a maior façanha da corrida de RUA, um feito realizado em 26 de abril de 2026. O queniano Sabastian Sawe é o detentor do recorde mundial, cravando o tempo histórico de 1h59min30s durante a MARATONA de Londres.
Para sustentar um ritmo MÉDIO de 2min50s por quilômetro (21,1 km/h) por mais de 42 km, o corpo desses ATLETAS operou no limite absoluto da fisiologia humana por meio dos seguintes PILARES:
Consumo máximo de OXIGÊNIO (VO₂ máx) Estratosférico: capacidade de captar, transportar e utilizar o oxigênio em volumes que superam os 80 ml⋅kg⁻¹⋅min⁻¹.
Limiar de LACTATO elevadíssimo: capacidade de correr a mais de 90% do VO₂ máx sem que o ácido lático se acumule excessivamente nos músculos, retardando a fadiga metabólica.
Resistência à FADIGA: habilidade de poupar energia mesmo após 30 km de estresse acumulado, tecnicamente chama-se economia de corrida
RITMO (pacing): o atleta correu a segunda metade da prova mais rápido do que a primeira, indicando uma aceleração no final da prova em vez de uma simples manutenção do ritmo.
Aspectos NUTRICIONAIS: tolerância intestinal normal: 60g/h. Elites treinaram o “intestino” e chegam a 90-120g/h com mix glicose+frutose. Esse combustível extra sustenta o ritmo nos 10 km finais, onde a quebra de glicogênio geralmente destrói a performance.
CALÇADOS tecnológicos de última geração (os chamadas supershoes): placas de carbono + espumas de alto retorno reduzem custo metabólico em 4-8%, que pode parecer pouco, mas em maratona vale 6-12 minutos.
Clique no botão abaixo para ler mais sobre o assunto no artigo “Why now? A physiological perspective on the first official sub-2-hour marathon”.



